O pai nerd

Preparando a Geração Z para o mundo
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    25/06/2010Cultura

    A banda Hevisaurus é um bom começo, apesar do keytar ser meio poser:

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    Do branco

    Eu sou um pai de muita sorte. Na sexta-feira, a minha filha estreou como bailarina, ainda dentro da barriga da mamãe. O espetáculo é uma celebração da obra coreográfica de Eva Schul, uma das artistas de dança moderna mais importantes do Rio Grande do Sul, senão do Brasil. A Tati fez parte do grupo Ânima e agora está dançando de novo esse solo de 1994.

    A foto é de Sofia Schul.

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    10/06/2010Cultura

    Alguns pais nerds não se contentam em filmar as gracinhas espontâneas dos filhos. Em vez disso, recriam clássicos da alta cultura mundial:

    Já o pai responsável pelo vídeo abaixo, o produtor de cinema Patrick Boivin, é o que pode ser classificado como Übernerd:

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    04/06/2010Tecnologia

    Ontem a Zero Hora publicou uma reportagem sobre a tendência dos pais a preferirem manter os filhos em frente ao computador do que mandá-los à rua brincar. Fui um dos entrevistados pela repórter Lívia Meimes sobre o assunto, mas o espaço num jornal impresso é limitado e nem todas as respostas acabam entrando. Como a matéria a essa altura está embrulhando peixe, publico aqui a íntegra da entrevista.

    Existem vantagens no uso da Internet pelas crianças?

    A noção de que uma criança em frente ao computador está isolada socialmente é ingênua. A Internet é, antes de tudo, uma ferramenta de comunicação. Através dela, a criança pode encontrar pessoas que compartilhem de seus interesses em qualquer lugar do mundo. Nem sempre os vizinhos e colegas vão gostar de literatura, por exemplo, e o computador permite à criança acessar comunidades de leitores de, digamos, Harry Potter e perceber que não é uma uma estranha por gostar de livros. O tempo despendido na Internet pode ter um resultado essencial para o desenvolvimento do ser humano: encontrar a si mesmo.

    O acesso às redes sociais também permite à criança entrar em contato com pessoas de todos os tipos e, inclusive, ter a experiência de colaborar ou entrar em conflito com os outros. Os pais ficam receosos quando ouvem falar de trocas de ofensas no Orkut e outros serviços semelhantes, por exemplo, mas essa pode ser uma boa forma de treinar a resolução de conflitos com um pouco mais de segurança.

    E quais seriam as desvantagens de privilegiar o computador em relação à rua?

    Ao privilegiar o computador em detrimento da rua, os pais deixam de formar um cidadão completo. A cidadania acontece no espaço público, no contato com a diferença de opiniões, origens e culturas. Crianças que têm pouco contato imediato com as diferenças sociais acabam se tornando adultos medrosos e, portanto, intolerantes. Porém, o computador não é o único problema aqui. Não adianta muito tirar a criança da frente do computador para levar ao shopping center e outros espaços socialmente higienizados.

    Os pais podem estar usando o computador como babá eletrônica?

    É possível, mas nesse caso é uma babá muito melhor do que a televisão, a antecessora dos computadores nesse cargo. O computador dá muito mais autonomia às crianças do que a TV. Elas podem decidir o que querem ver ou fazer, em vez de terem de contentar com a programação oferecida pelas emissoras. Além disso, o computador é uma ferramenta que permite às crianças produzir em vez de consumir. Se bem orientadas, elas podem criar vídeos, músicas, desenhos, textos e muitas outras coisas interessantes usando o computador. O computador pode ser um mero substituto da TV no papel de babá eletrônica, ou pode se tornar um professor eletrônico. Cabe aos pais assumirem a responsabilidade por transformá-lo num ou noutro.

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